Sítio Tesch - Distribuidor de Hortifrutigranjeiros

O cacau irrigado no Extremo Sul baiano já é garantia de produtividade (19-08-10)

Mudanças na forma de cultivo e investimentos nas lavouras de cacau têm sido as soluções encontradas pelos agricultores para melhoria na produtividade. Uma novidade que tem atraído os produtores da Bahia é a implantação da irrigação nas lavouras de cacau. O sistema melhora a capacidade de produção do fruto e agrega valor a plantação.

No extremo sul do estado o uso da irrigação nas plantações, segue o modelo do estado do Espírito Santo, mas ainda não dispõe de mão-de-obra qualificada para manutenção do equipamento como afirma o especialista em irrigação, Palmerino Dalmonech: “O sistema muda totalmente a maneira de trabalhar. Alguém que conheça esse trabalho é um problema que encontro aqui na região, ás vezes é preciso trazer alguém treinado de outro estado”.

Com o sistema de irrigação, além do controle da umidade do solo é possível inserir o adubo direto na água, prática que é conhecida como fertirrigação. E ajuda no controle e aumento da produtividade da colheita.

O custo com a implantação do sistema de irrigação ainda é alto, e necessita de uma boa reserva de água. Mas, os gastos são compensados por causa da mudança na prática do manejo e na qualidade dos frutos. A prática é totalmente favorável ao produtor: “Quem vê, acredita, faz e só tem o que ganhar”, conclui Dalmochi em reportagem para a TV Mercado.

Irrigação é uma técnica que controla o fornecimento de água para as plantas: é dispensada a quantidade suficiente de água no momento certo, assegurando a produtividade e a sobrevivência da plantação.

Fonte: Mercado do Cacau

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‘Sabores da Terra’ começa nesta quinta (10) (10-06-10)

A partir desta quinta-feira (10), a população da Grande Vitória terá uma ótima opção para aproveitar o final desta semana. A partir das 19 horas, na Praça do Papa, em Vitória, tem início a Feira Estadual de Agroturismo “Sabores da Terra”, que prossegue até domingo (13), com uma programação variada e entrada franca.A abertura oficial acontece com as presenças do governador Paulo Hartung, do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli, do presidente da Associação de Agroturismo do Estado do Espírito Santo (Agrotures), Jorge Saiter, do superintendente do Sebrae/ES, José Eugênio Vieira, de prefeitos municipais, outras autoridades e produtores.

Nos quatro dias de programação, os visitantes terão acesso a comidas típicas, apresentações musicais, danças pomerana, italiana e holandesa, doces cristalizados, geléias, biscoitos, grupos de congo, orquestra de violão, concertina, quadrilha, exposição de gados, oficinas, etc. Ao todo serão 900 produtores, de 65 municípios, expondo e comercializando produtos variados, em 280 espaços.

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Câmara dos Deputados recebe relatório final sobre Código Florestal (10-06-10)

Foi apresentado nesta terça, dia 8, na Câmara dos Deputados, o relatório final da comissão que analisa mudanças na legislação ambiental. O texto mantém a obrigatoriedade da Reserva Legal em 20% na Mata Atlântica, 35% no Cerrado e 80% na Amazônia. Já as propriedades com até quatro módulos estão dispensadas da regra, mas devem manter as Áreas de Preservação Permanente.

Em relação ao desmatamento, está proibido, por cinco anos, o corte raso de floresta nativa para a abertura de novas áreas destinadas à agricultura e pecuária.

Os Estados vão poder participar da elaboração de normas ambientais, mas continuam subordinados à legislação federal. É o caso da preservação na margem dos rios. O limite ficou estabelecido em 15 metros de distância, mas pode ser flexibilizado em 50% para mais ou para menos.

Houve fila para entrar no plenário e muita discussão entre os deputados. Até que o relator da proposta que altera o Código Florestal começou a leitura das 274 páginas.

O documento, elaborado pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de São Paulo, causou divergências entre os parlamentares. A bancada ruralista aprovou as mudanças, enquanto os ambientalistas criticaram.

Após ser aprovado em plenário na Câmara, o documento também vai ser discutido no Senado, antes de ir à votação na Casa. Porém, os próprios parlamentares descartam uma decisão final ainda este ano.

Fonte: Canal Rural

Roberto Dias Ribeiro

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Baixo estoque de café e quebra na produção dá esperança aos produtores capixabas (07-06-10)

caféA declaração do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, de que os estoques de café estão caindo em todo o mundo, animou os produtores rurais capixabas. Os estoques brasileiros nunca estiveram tão baixos. O governo tem em mãos cerca de 1,7 milhão de sacas, referentes ao exercício dos contratos de opção, lançados no ano passado, e mais cerca de 400 mil sacas de grãos de safras velhas.

“A notícia é boa para os cafeicultores capixabas, porque como estamos num período de safra baixa os preços tendem a subir, pelo menos um pouco”, destaca o presidente da Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), José Umbelino de Castro.

Bertone disse também que países concorrentes do Brasil enfrentam problemas na produção, principalmente de natureza climática. A Colômbia, por exemplo, perdeu a posição de segundo maior produtor mundial, para agora ficar atrás do Brasil, Vietnã e Indonésia.

O Estado do Espirito Santo tambem vem apresentando uma quebra na safra de cerca de 30% no café conilon de acordo com as ultimas pesquisas realizadas em campo com os produtores, principalmente nos campos de café sequeiro(sem irrigação).

Roberto Ribeiro

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Greve na agricultura. (02-06-10)

E-mail 037/2010  Cachoeiro de Itapemirim – ES, 02 de junho de 2010.

Prezado Colega,

Hoje a 1ª manchete no Bom Dia Brasil é que o Congresso Nacional deu aumento de até 47% para funcionário legislativo, cerca de 4 500 funcionários; cada diploma de cursos conta 5% no aumento salarial, chegando a um número muito grande de servidores, a atingir o teto salarial de mais de R$ 27.000,00 mil reais. Com esse aumento o País vai gastar mais de meio bilhão segundo o repórter da globo Alexandre Garcia. Aqui no Espírito Santo fala-se em lei eleitoral para impedir que o governo corrija a injustiça cometida com a edição das Leis 442 e 443, que aumentou o salário de apenas parte dos servidores do INCAPER e IDAF. Ontem em Assembléia na SEAG / Vitória- ES, cerca de 200 servidores indignados com a postura governamental resolveram entrar de greve geral por tempo indeterminado. Espera-se que os colegas que foram alcançados pela Legislação 442 e 443  e que hoje tem um salário melhor. Reflitam que se hoje as coisas estão melhores foi pelo esforço de todos, por isso precisamos da união de todos trabalhadores (servidores) dos mais simples aos mais graduados para não deixar perpetuar injustiças que com certeza criarão motivações e divisões indesejáveis para essas duas empresas com avaliação bastante positiva pela sociedade.
Atenciosamente,
Antonio Carlos Balbino
Presidente do SINTAES

Fonte: Sintaes- Sindicato de Nivél Medio dos Técnico Agrícola ES.

www.sintaes.com.br

Delegado Regio. de Serra.

Douglas Daniel

Técnico Agricola.

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Estado intensifica o combate à brucelose. (31-05-10)

Futuro da pecuária de leite é discutida em seminárioCom a meta de chegar a 85% do rebanho vacinado até o final de 2014, entidades que atuam no Estado se uniram para combater a brucelose, uma doença infecciosa que afeta o rebanho bubalino (bovinos e búfalos) e gera prejuízos aos pecuaristas de leite e de corte. Na manhã de hoje, no Cerimonial Oásis, em Vitória, será lançado o projeto Brucelose - Sanidade animal.

Com a parceria formada, por meio de convênio da Secretaria Estadual de Agricultura (Seag) com a Federação da Agricultura (Faes), envolvendo ainda o Senar, Incaper, Idaf, OCB e Superintendência Federal da Agricultura, o pecuarista pagará metade do valor da vacina aplicada no rebanho. Hoje, o valor fica entre R$ 8 e R$ 12. Com a parceria, o custo para o pecuarista cai para R$ 4 por cada animal vacinado.

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Ponto de Vista - Pecuária não é a vilã do aquecimento. (31-05-10)

Peso da AgropecuáriaEstamos, atualmente, numa onda de ambientalismo e produtores rurais estão sendo vistos como os grandes responsáveis pelo aquecimento global. Isso, de algum modo, está “demonizando” o setor produtivo e, no nosso entender, é mais uma jogada comercial do que qualquer outra coisa: mantendo os países em desenvolvimento sob controle, se mantém o status quo, mas isso é feito da maneira mais cruel possível. Essa tem sido a conclusão de diversos pesquisadores e técnicos do setor pecuário. O ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), divulgou nota afirmando que os bovinos geram mais gases de efeito estufa do que o setor de transporte. A entidade aponta também que os rebanhos são uma das principais causas para a degradação do solo e dos recursos hídricos. Para ela, a pecuária é responsável por 9% de todo o dióxido de carbono (C02) oriundo de atividades humanas e 65% de óxido nitroso, que tem 296 vezes mais potencial de aquecimento global. A maior parte disso vem do esterco. Também responderia por 37% do metano (23 vezes mais prejudicial que o C02) e 64% do amoníaco, que contribui para a chuva ácida. Vários são os pesquisadores, contrários a essas afirmações e que saem na defesa da pecuária, inclusive os da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que apontam o metano emitido pela pecuária, por exemplo, com uma participação de 0,06% no aquecimento global, ou seja, quase nada. Além dessa comprovação, é registrado cientificamente que 95% do aquecimento global são responsabilidade do vapor de água, enquanto 3,6% cabem ao gás carbônico, e desse total do CO2, 3,5% são provenientes do oceano, da decomposição de matéria.

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Projeto Brucelose - Sanidade Animal é Lançado no ES (30-05-10)

2ª etapa de vacinação contra aftosaNa próxima segunda-feira, 31, a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) e um grupo de parceiros farão o lançamento do Projeto Brucelose - Sanidade Animal, a partir das 8h, no Cerimonial Oásis, em Vitória. O programa tem como objetivo reduzir a incidência de novos focos da doença no Estado, através da redução do custo ao criador e de uma logística eficaz para vacinação, que abrange todos os municípios capixabas.

Na ocasião, serão entregues 50 motos que facilitarão a locomoção dos agentes de saúde animal, que irão diretamente às propriedades precederem à vacinação. O custo para o produtor será de R$ 4 por cabeça vacinada, valor inferior ao praticado no mercado e já incluso o deslocamento do agente vacinador. O projeto é fruto de uma parceria entre Faes, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/ES), Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) - através do Incaper e Idaf, OCB e Superintendência Federal da Agricultura (SFA).

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Bahia aumenta a área plantada com graviola (14-05-10)

De acordo com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia- ADAB, o estado conquistou o status de maior produtor mundial de graviola e já ocupa 800 hectares do sul baiano, distribuídos entre os municípios de Una, Valença, Gandu, Ilhéus, Wenceslau Guimarães e Tancredo Neves. A Bahia produz oito mil toneladas por ano. A maior parte da produção pertence a agricultores familiares e o cultivo da fruta vem se consolidando como uma alternativa na diversificação agrícola. Os ótimos preços e a boa produtividade da fruta têm incentivado os produtores rurais a aumentar a área cultivada.

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Criado Instituto para incentivar o desenvolvimento sustentável do café no Espírito Santo (04-05-10)

Diretor Geral Napoleão Penna Filho discursa no Lançamento da EntidadeAcaba de ser lançado no Espírito Santo o Instituto de Desenvolvimento Social Sustentável do Café (INCAFÉ) com o objetivo principal de aproximar os vários grupos que atuam neste mercado, potencializando a cadeia cafeeira, com propostas que corroboram com as estratégias do novo Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (PEDEAG).

Com frentes consolidadas de serviços prestados em quase todo o Estado, o Centro de Treinamento em Preparação de Cafés - CTPC-ES, origem principal do INCAFÉ, o Instituto tem além de uma arrojada equipe de profissionais de ponta, a assessoria institucional da ABRAGES - Agência Brasileira de Gestão Social e Tecnologia da Informação.

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Custo da produção de café capixaba será analisado (26-03-10)

Atarso na colheita do café afeta mercado

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou esta semana, na cidade de Iúna, os primeiros painéis de custo de produção de café, dentro do projeto Campo Futuro. Na quinta-feira, 25 de março, o levantamento seguiu na cidade de Vila Valério e na sexta-feira (26) será a vez do município de Jaguaré sediar o painel.
“As informações obtidas a partir destes painéis servirão para orientar o produtor rural na gestão da sua propriedade rural e na tomada de decisões em sua atividade”, destaca o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária - Faes, Júlio Rocha.

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Glifosato a preço mais barato. (23-02-10)

A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo - Faes ao lado da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA apóia uma campanha a favor da manutenção da alíquota reduzida para o glifosato, principal matéria-prima para a fabricação de herbicida, muito usado na produção de grãos. A tarifa de importação que até 2008 era de 35,8% é hoje de 2,1%. As entidades já encaminharam aos ministros que compõem a Câmara de Comércio Exterior - Camex ofícios defendendo posição contrária à proposta de revisão do imposto.
O aumento da tarifa pode gerar elevação nos custos de produção agrícola, diminuição nas opções de fornecimento do insumo no Brasil e fortalecimento da tendência ao oligopólio de mercado desse produto. A CNA, desde 2008, participa do processo investigatório do direito de tarifa antidumping, concedido à principal empresa fornecedora do glifosato ao Brasil e observou que o mercado não poderia permanecer com predomínio de uma única empresa, praticando preços baseados em margem de lucro a ela conveniente e por isso apóia a redução do imposto aprovada desde 2008 pelos ministros da Camex.

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Governo Federal compra café para regular preço. (23-02-10)

Os cafeicultores capixabas que optarem por vender o café arábica para o Programa de Aquisição do Governo Federal - AGF já podem procurar a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab, que é quem executa a compra e estocagem do produto. A Companhia está pagando os seguintes preços: R$ 261,69 para o tipo 6, bebida dura para melhor, R$ 254,01 para o tipo 7, bebida dura, R$ 240,16 para o tipo 7, bebida riada e R$ 213,16 para o tipo 7, bebida rio. O presidente da Comissão de Café da Federação da Agricultura do ES (Faes), José Umbelino de Castro, explica que todas as aquisições são acrescidas de reembolso do valor da sacaria.
Para participar basta procurar a Conab e marcar a data de entrega nos armazéns, pelo telefone: (27) 3041 4005.

Preços
R$ 261,69 - Arábica tipo 6, bebida dura para melhor
R$ 254,01 - Arábica tipo 7, bebida dura
R$ 240,16 - Arábica tipo 7, bebida riada
R$ 213,16 - Arábica tipo 7, bebida rio

Mais informações:
Faes - (27) 3185 9230

 Iá! Comunicação / Marcelle Desteffani

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Queda no PIB agropecuário afeta produtores capixabas (23-02-10)

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira caiu 6% em 2009 e fechou o ano na marca de R$ 718 bilhões. Em 2008, o PIB do setor atingiu R$ 764,6 bilhões, ou seja, a retração representa perda de R$ 45 bilhões na renda do agronegócio nacional. Os números foram anunciados nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), levando em consideração os resultados acumulados entre janeiro e novembro de 2009.
 

A diminuição no volume de entrega de fertilizantes para o cultivo da atual safra contribuiu para a redução do PIB, fazendo com que os produtores rurais capixabas fossem atingidos. Na pecuária, a baixa rentabilidade com a venda de animais obrigou aos produtores a não adquirir os compostos nutricionais para alimentar os rebanhos, optando pelo uso do milho, o que prejudicou a indústria de rações e também ajudou na queda do PIB.
 
“Os preços foram bons, a comercialização fluiu, mas o produtor rural perdeu renda em 2009”, afirma o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo – Faes, Júlio Rocha. O produtor rural sofreu um processo de descapitalização no ano passado e tende a enfrentar dificuldades que não se limitam à redução dos tratos culturais. Há possibilidade do setor precisar de mais acesso a linhas de capital de giro.
 

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A invasão silenciosa (01-02-10)

Já fazem algumas décadas que a região serrana foi “descoberta” pelos
moradores da Grande Vitória. Com o passar do tempo, não satisfeitos em
passar finais de semana ou férias, resolveram ter um pedacinho de terra nas
montanhas.

Domingos Martins sempre foi o destino preferencial, juntamente com outros
municípios do eixo da BR 262. A proximidade com a capital e com Vila Velha
foi a grande estimulante da corretagem e do surgimento da figura do
“sitiante”, aquele proprietário que tem terra para lazer e descanso.
Os últimos anos, porém, não abrandaram os movimentos de migração dentro da
Grande Vitória para sua parte norte - um ótimo exemplo é a explosão de
unidades habitacionais no bairro Jardim Camburi. Agora, a bola da vez parece
ser mesmo o município da Serra. Basta observar a quantidade de condomínios
residenciais de médio e até de alto padrão que vão mudando a cara daquela
cidade.
O certo é que parte da classe média no Estado estará morando na Serra nos
próximos anos. E o que isso tem a ver com a região de montanhas? Pode ter
muita coisa. Principalmente a geração de uma nova dinâmica de ocupação
imobiliária por sitiantes.
A Serra já conta com acessos pavimentados do litoral para a sua Sede. O que
não existia até poucos meses atrás. Praia Grande, vizinha de Nova Almeida,
está praticamente com a estrada que a liga com a sede de Fundão pronta.
Faltam cerca de 1,5 km de pavimentação e a conclusão de duas pontes.
Com certeza, até a eleição de 2010 o governador fará questão de inaugurá-la.
Isso tudo significa o surgimento de novas rotas entre o litoral e as
montanhas. Só que desta vez o destino será Santa Teresa. E sem o incômodo e
risco de acesso exclusivo por uma estrada perigosa como a BR 262. Vale
destacar que a rodovia entre Fundão e Santa Teresa já está sendo
revitalizada e ampliada, e que a pavimentação da estrada entre Santa
Leopoldina e Santa Teresa já vem sendo anunciada.
É muito provável que nos próximos anos Santa Teresa experimente uma
“explosão” e valorização imobiliária com os novos sitiantes que, oriundos do
município da Serra, terão na doce terra dos colibris sua alternativa de
paraíso de final de semana.
É possível estimar que tal contexto reduza a atual pressão (e valores) sobre
terrenos em Domingos Martins , Marechal Floriano e demais vizinhos da BR
262. Também como é cabível admitir que a expansão sobre Santa Teresa, se não
for bem planejada, poderá gerar impactos/estragos sociais, econômicos e
ambientais como os que são visíveis em Domingos Martins e região.

Fabrício Ribeiro, jornalista

 

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Sítio Tesch - Distribuidor de Hortifrutigranjeiros